O mercado é livre, mas o consumidor nem tanto
Algumas empresas só aprendem quando a lei obriga Durante boa parte da minha vida, fui bastante simpático ao pensamento libertário (a ideia de que indivíduos livres, competindo voluntariamente dentro de um mercado, conseguiriam produzir resultados superiores aos de uma burocracia estatal). A concorrência incentiva inovação, pressiona preços e recompensa eficiência. Uma empresa que oferece um produto ruim deveria perder clientes para outra que oferece um produto melhor. Um empregador que trata seus funcionários como lixo deveria enfrentar dificuldades para contratar e manter profissionais competentes. Parece uma lógica bastante simples. O problema começa quando descobrimos a realidade é cruel. Existe uma diferença gigantesca entre imaginar um mercado no qual consumidores possuem informações suficientes, alternativas acessíveis e liberdade efetiva de escolha e observar um mercado no qual determinadas empresas tem poder de controle de contratos e plataformas muito difíceis de contornar. Ai...